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Aliança para conectar construtechs e proptechs a investidores globais

[Real State] Prevê desenvolvimento conjunto de programas que irão impactar mais de 500 startups e 12 mil investidores, executivos e empresários do setor

A Terracotta Ventures, maior empresa de venture capital focada em investimentos em negócios digitais nos segmentos de construção civil e imobiliário da América Latina, assinou no dia 09 de novembro de 2022 uma aliança com o GRI Club, player mundial de networking no mercado imobiliário e de infraestrutura, com sede em Nova York, nos Estados Unidos. Com o acordo, a empresa brasileira se credencia como um bureau de inteligência do GRI Club Global para a temática de construtechs e proptechs e pretende levantar cerca de R$ 300 milhões adicionais em capital sob sua gestão até 2025 para investir em startups no Brasil e no exterior.

Marcus Anselmo

De acordo com Marcus Anselmo, managing partner da Terracotta Ventures, a aliança prevê o desenvolvimento conjunto de programas de estratégia e conexão que irão impactar mais de 500 startups e 900 empresas do setor nos próximos três anos. Além disso, a parceria deverá favorecer a atração de capital estrangeiro e facilitar a internacionalização de construtechs e proptechs brasileiras e da própria  gestora de capital.

"Essa aliança deve acelerar a internacionalização da Terracotta, tanto trazendo investimento estrangeiro como permitindo acessar investimentos fora do Brasil. Já no próximo ano, pretendemos iniciar conversas com players internacionais para testar a receptividade e nosso modelo de investimentos, iniciando efetivamente a captação em 2024. Além disso, iremos imediatamente usar as redes de relacionamento do GRI para alimentar o 'deal flow' da Terracotta, já realizando investimentos internacionais em 2023", sinaliza o executivo.

Gustavo Favaron

Com mais de duas décadas de atuação, o grupo anglo-americano GRI Club conecta companhias líderes mundiais do mercado imobiliário e de infraestrutura e é formado por 12 mil executivos C-level de mais de 100 países. Para Gustavo Favaron, managing partner e CEO do GRI Group, a parceria colocará a empresa e parceiros à frente em um mercado que está se deparando com os impactos da transformação digital no imobiliário e na infraestrutura. "Nossa missão é assegurar que nossos membros estejam em contato com o que existe de mais assertivo e inteligente no que diz respeito a tudo que pode ser disruptivo em seus mercados. Precisamos estar à frente das mudanças, antecipar as novas tendências. Mais que isso, acredito que nossos membros sejam os que validam ou não novas tecnologias e serviços", 

Juntas, as empresas que fazem parte do GRI Club possuem mais de 11 trilhões de dólares em bens. Isso faz com que raramente uma grande transação no mercado de real estate não tenha ao menos um dos seus investidores como integrante do GRI Club. Entre as empresas que fazem parte do GRI Club estão grandes fundos de Private Equity como Blackstone, Brookfield e BlackRock; fundos soberanos internacionais como Adia, GIC; e real estate players como Tishman, Greystar, Hines, Related, Henderson Land Development, GLP, Beacon Capital, WeWork, British Land, Gazit Global, entre centenas de outras empresas.

Buscando ampliar as oportunidades de negócios e financeiras, o GRI Club vem fortalecendo a demanda por tecnologia e inovação e, por consequência, tem mirado o mercado de venture capital e de startups que demandam conhecimento aprofundado para que as conexões com o este mercado se convertam em bons investimentos comerciais. Com esse intuito, o grupo analisou diferentes players globais com os quais mantêm contato e encontraram na Terracotta Ventures a parceira ideal nessa frente de negócios.

Bruno Loreto

"Nos últimos anos temos notado também muitas startups querendo estar próximas aos nossos membros para entender não só as necessidades do mercado, mas como contribuir de forma concreta e eficiente para o crescimento do setor. E essa parceria representa uma ação do GRI Club para assegurar que nossos membros tenham acesso mais do que qualificado ao que realmente pode fazer a diferença em termos de inovação e tecnologia para seus mercados a nível global", finaliza Gustavo. 

Fotos: Divulgação



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