7 recomendações de controle e automação para o conforto e segurança dos ambientes internos

Confira ações concretas para diminuição do risco de contaminação dentro das edificações

A preocupação com a qualidade do ar em ambientes internos (IEQ - Indoor Environmental Quality, na sigla em inglês) surgiu principalmente com a tendência em se construir edifícios selados por motivos estéticos, controle de ruído e mesmo climatização, o que acabou provocando um aumento nos casos de problemas relacionados à qualidade do ar desses ambientes. O interesse por estudos sobre a QAI (Qualidade do Ar Interior) surgiu após a descoberta de que, a diminuição das taxas de troca de ar nesses ambientes era a grande responsável pelo aumento da concentração de poluentes biológicos e não biológicos no ar interno.

Essa preocupação se justifica uma vez que, grande parte das pessoas (em torno de 80-90%) passa a maior parte do seu tempo dentro destes edifícios e, consequentemente, exposta aos poluentes destes ambientes. Considerando que ingerimos cerca de 1Kg/L de comida, 2L de água e 11.000 L de ar por dia, é importante frisar que muitas vezes podemos escolher o que vamos comer e beber, e fiscalizar a qualidade deles. O Ar não! Dito isto, é importante compreender a poderosa influência que a qualidade do ar interior tem em nosso bem-estar, especialmente durante este período extraordinário de pandemia de coronavírus.

Contudo, abordaremos ações que podem ser implementadas em instalações que tenham sistemas mecânicos de AVAC-R (Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração) para reduzir o risco de contaminação de pessoas com o vírus SARS-CoV-2, por via aérea, bem como, ações complementares de outras tecnologias que se relacionam com a redução de contaminantes em ambientes internos, estando ou não relacionadas com sistemas AVAC-R.

Confira abaixo as sete recomendações que podem ser aplicadas em instalações que tenham sistemas mecânicos de AVAC-R (Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração) para reduzir o risco de contaminações dentro das edificações:

1. Manutenção periódica e limpeza conforme PMOC:

Nossa primeira recomendação é a manutenção periódica dos equipamentos de ar-condicionado e limpeza de seus componentes conforme PMOC e lei 15848 de 4/01/2018. Conforme diz a Lei Federal, todos os edifícios de uso público e coletivo que possuem ambientes climatizados artificialmente, devem dispor de um Plano de Manutenção, Operação e Controle - PMOC dos respectivos sistemas de climatização. O PMOC é um conjunto de documentos onde constam todos os dados da edificação, do sistema de climatização, do responsável técnico, bem como procedimentos e rotinas de manutenção comprovando sua execução.

Entendemos que nenhum sistema de tratamento de ar poderá manter a qualidade de ar projetada se não for objeto de manutenção correta e regular, essencial para eliminar os poluentes gerados no próprio sistema. A manutenção pode ser executada obedecendo ao estipulado no PMOC e nos seguintes documentos: NBR 13.971; RENABRAVA I e Portaria No 3253 de 28/08/1998 do Ministério da Saúde.

2. Aumento da taxa de ar externo:

A segunda recomendação é o aumento da taxa de ar externo, logicamente se possível e considerando que o local não tenha problemas graves de poluição e verificando se o sistema de ar-condicionado existente permite esse aumento. A renovação com ar exterior permite reduzir, por diluição, a concentração de poluentes gasosos e vapores gerados internamente, que não podem ser retidos em filtros de partículas ou retirados na fonte, tais como o dióxido de carbono, odores e componentes orgânicos voláteis. Reduz também a concentração dos outros poluentes eventualmente não retidos nos filtros, tais como poeiras muito finas, microrganismos, e fumaça de cigarro, que são retirados do ambiente com a exaustão do ar deslocado pelo ar de renovação.

Segundo as recomendações da ASHRAE (ASHRAE Position Document on Infectious Aerosols, 2020) a quantidade máxima de ar externo pode ser tão alta quanto 100% dependendo das condições do ar externo (temperatura, umidade, conteúdo de poluição), condições internas tentando ser mantidas (temperatura e umidade), capacidade do sistema AVAC para condicionar com (filtro, refrigeração e desumidificando) o ar externo ou a mistura de ar externo para condições que manterão as condições internas desejadas. O conselho geral é fornecer tanto ar externo quanto razoavelmente possível. O aspecto principal é a quantidade de ar fresco fornecida por pessoa.

3. Uso de lâmpadas UV-C germicida na face das serpentinas:

Nossa terceira recomendação é uso de lâmpadas UV-C germicida na face das serpentinas. Nem sempre os dispositivos de filtragem e renovação de ar disponíveis no sistema de climatização, são suficientes para a contenção de vírus em ambientes climatizados.

Segundo a ASHRAE além de melhorar a qualidade do ambiente interno climatizado e reduzir a probabilidade de transmissão de doenças transmitidas pelo ar, a aplicação lâmpadas UV-C nas serpentinas, por exemplo, eliminam o crescimento de biofilme (fungos) e desta maneira em termos práticos o desempenho de uma serpentina limpa (que faz a transferência de calor) será muito mais efetivo do que de uma serpentina suja. O crescimento reduzido de fungos nas serpentinas de resfriamento também ajuda a reduzir a queda de pressão do ar através da serpentina, o que, por sua vez, reduz a quantidade de energia do ventilador necessária para mover o ar pelo sistema de distribuição. A desinfecção do ar por irradiação UV é também uma estratégia adotada em outras situações, porém seu efeito é muito dependente do tempo de exposição, o que requer longos trechos de dutos irradiados, por isso não é muito aplicada nestes casos.

Confira a matéria completa, com as 4 recomendações restantes, clicando aqui.

Foto: Divulgação.


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