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Como lidar com o Coronavírus enquanto Gestor de Facilities

Guia de boas práticas alerta sobre como lidar com o surto no local de trabalho, da prevenção à contenção no caso de infecção

Este documento é um guia de boas práticas para profissionais de gestão de facilities que procuram saber mais sobre o novo coronavírus (COVID-19) e sobre como lidar com o surto no local de trabalho, seja para prevenção quanto para contenção no caso de infecção.

Sobre o vírus

Os Coronavírus (CoV) são uma família de vírus que causam doença em humanos, desde simples constipações a doenças mais graves, como Síndrome Respiratório Agudo Grave (SARS-CoV). O nCoV é uma nova estirpe, não identificada em humanos até 31 de dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, na China.

São vírus zoonóticos, o que significa que são transmissíveis entre animais e humanos - e é provável que a origem do surto esteja em uma mutação do vírus que circulava em várias espécies animais e/ou um aumento do contato humano com esses mesmos animais, o que originou a primeira infecção humana.

A dinâmica exata de transmissão ainda é estudada (no momento da escrita deste guia). É sabido que os vírus respiratórios, em geral, são transmitidos por meio de gotículas geradas quando um portador tosse ou espirra, ou por meio de superfícies contaminadas com o vírus.

Os sintomas da infecção podem ser mais ou menos graves. A maioria dos casos apresenta febre, tosse, dificuldade em respirar e, nos casos mais severos, pneumonia e até falência renal.

Qual é o papel da equipe de Gestão de Facilities na prevenção do vírus?

Sendo responsável pela gestão de edifícios, organizações e, o mais importante, de pessoas, é também da responsabilidade dos gestores de facilities implementar estratégias de prevenção e contenção no local de trabalho.

Não tem a certeza de como o pode fazer? Confira as dicas da Infraspeak:

1. Redução da concentração de pessoal. De acordo com as regras recentemente publicadas pelo governo de Pequim, deve reduzir a concentração de pessoal. Isto pode ser conseguido instalando (ou ajustando) turnos, implementando medidas para trabalho remoto, ou outros arranjos flexíveis. É especialmente importante incentivar os colaboradores que tenham sintomas gripais a ficar em casa.

2. Redução da proximidade física do staff. Os facility managers devem tomar medidas para reduzir a densidade de pessoal num mesmo local. Por exemplo, os funcionários não devem exceder 50% da capacidade máxima dos elevadores, nem trabalhar em espaços menores do que 2.5 metros quadrados cada. Evite cumprimentar colaboradores com apertos de mão, bem como clientes, fornecedores ou quaisquer outras pessoas com quem tenha de interagir no local de trabalho, para reduzir o risco de contaminação (que também pode ser reduzida distribuindo álcool gel em locais como salas de reuniões, zonas de refeições, etc).

3. Limpeza e desinfecção. As rotinas de limpeza devem ser reforçadas durante o surto para reduzir a probabilidade de sobrevivência do vírus em superfícies e objetos. A equipa responsável pela limpeza deve estar informada sobre o tema e os procedimentos e produtos específicos a ser usados devem ser especificados pelo gestor. Deve desativar a circulação de ar através de sistemas de ventilação ou ar condicionado centralizado, além de limpar, substituir ou desinfectar semanalmente componentes que sejam susceptíveis de causar infeção.

4. Evitar viagens internacionais. Sabemos que as viagens de negócios internacionais, eventos e feiras são uma parte importante do trabalho de um facility manager. No entanto, recomendamos evitá-los numa altura em que o vírus afeta dezenas de países em todo o mundo, tendo em conta o risco de contrair a infeção e possivelmente trazê-la de volta para a sua cidade ou o seu local de trabalho.

5. Manter todos informados. Assegure-se de que as políticas de baixa por doença no seu local de trabalho são flexíveis, estão de acordo com as orientações do serviço nacional de saúde e são conhecidas pelos colaboradores. Distribua posters com regras e recomendações sobre higiene de mãos, tosse e espirros, bem como instruções sobre o que fazer em caso de suspeita de infeção.

O que fazer em caso de infeção

Se um ou mais membros da equipa podem estar infetados com o vírus, é fundamental que não vão trabalhar e se dirijam de imediato a um hospital ou centro de saúde para serem testados. Todos os colaboradores que tenham estado em contacto com alguém com COVID-19 devem ficar em casa e ser testados assim que possível. No caso de um surto ativo no local, medições de temperatura regulares a todo o staff podem ser uma boa forma de avaliar a probabilidade de terem contraído o vírus.

Foto: Divulgação

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