Metaverso: um mercado com novos desafios de TI

Para que esse universo consiga atingir todas as expectativas dos consumidores, uma série de investimentos em infraestrutura e segurança cibernética deverá ser colocada em prática

Por Olivia Braga*

Um tema tem ganhado cada vez mais espaço: o tal do “Metaverso”. Desde que o FB publicou que agora é “Meta”, muitas empresas seguem o mesmo caminho na vanguarda de TI, mudam de nome, anunciam milhares de vagas de emprego e investimentos bilionários, além da criação de novas plataformas que irão integrar diferentes ambientes em um só lugar.

Mas do que se trata esse novo conceito? Há quem diga que é uma união de diversas tecnologias, como a realidade aumentada e virtual, inteligência artificial, entre outras, que irá nos permitir viver em mundos complementares e paralelos, onde a coexistência de realidade e abstração se fundem, garantindo a possibilidade de experimentação e imersão para realizar atividades como estudar, socializar e trabalhar.

E, apesar de ainda estar em seu estágio inicial, o potencial do Metaverso é enorme e já promete grandes possibilidades de negócios. Segundo a Bloomberg Intelligence, a estimativa é que esse novo mercado deve chegar a US$ 800 bilhões até 2024. Já a consultoria Gartner prevê que até 2026, 25% das pessoas passarão pelo menos uma hora por dia no Metaverso para trabalho, compras, educação, social e/ou entretenimento.

Contudo, para que o Metaverso consiga atingir todas essas expectativas, uma série de investimentos deverá ser colocada em prática. Para suportar o uso massivo dessa plataforma por empresas e usuários, será crucial dispor de uma enorme infraestrutura de rede, capaz de prover toda a capacidade computacional de armazenamento e de largura de banda necessárias. Com toda a inovação que o Metaverso representa, mais tecnologias serão integradas ao mundo físico ao nosso redor, muitas dos quais serão conectadas em tempo real a um mundo virtual que pode interagir de volta.

E, dentro desse cenário, um dos pontos de maior atenção será a segurança, que deverá ser discutida de forma ampla e clara. Isso porque o Metaverso é um ambiente onde as pessoas (ou seus avatares) podem representar valor, pois a sua imagem de pessoa física ou jurídica se tornam suas credenciais. Agora, imagine que você passou por um roubo de identidade e seus dados usados em redes sociais, foram sequestrados ou ainda itens raros de jogos foram roubados por cibercriminosos? Ao ter sua identidade roubada, cibercriminosos podem usá-la para solicitar dinheiro a parentes, amigos e conhecidos, ou ainda solicitar cartões de crédito, fazer compras dentro de um ambiente que é utilizado para trabalhar e se relacionar.

Além disso, os usuários ainda podem estar sujeitos ao vazamento de informações pessoais e privadas, em que o alvo dessa publicidade pode arranhar ou manchar a imagem de pessoa física ou jurídica, causando danos que podem ser irreversíveis. Técnicas como phishing e engenharia social podem ser adotadas e, por isso, usar a conscientização associada a diversas camadas de tecnologias apropriadas para barrar ou conter ataques, irá resultar na melhor forma de prevenção.

A pandemia e o trabalho remoto contribuíram, aceleraram e acentuaram a necessidade de utilizarmos o Metaverso e suas vantagens para criar provas de conceitos para diversos projetos. Sem dúvidas, essa tecnologia será crucial para criar uma e-sociedade com regras e modos de utilizar o mundo virtual a favor do mundo real.


*Olivia Braga é engenheira de Sistemas da Bedu.Tech, empresa de tecnologia especializada em prover serviços de Cloud, Integração e Infraestrutura em IP e redes ópticas.

Foto: Divulgação.

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