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Próximos passos da automação predial

Conduzem ao protocolo aberto IP e à gestão instantânea dos sistemas e recursos

Por Igor Nakamura*

Conteúdo publicado em 30 de janeiro de 2019

A cada dia surgem novos produtos seduzindo as pessoas com novas possibilidades de conforto e grande eficiência em casas inteligentes, sobretudo eficiência energética, que fariam inveja à família Jetsons. Sim, àquela do desenho animado do futuro automatizado da década de 1980.

São equipamentos que oferecem controle de iluminação, ar condicionado e uma série de outras situações, tudo ao comando de simples toques em pequenos controles remotos. Já sabemos que isso é plenamente possível. Mas a que custo? E com que nível de complexidade/simplicidade, para que tudo funcione perfeitamente?

Na maioria dos casos, as soluções para a gestão da climatização ou da iluminação, por exemplo, são parciais e imprimem uma complicação generalizada na instalação pelo fato de estarem baseadas em elementos descentralizados. Ou seja, softwares e aplicações do ar condicionado não integram com o sistema de iluminação e vice e versa, e, por este motivo, é preciso que funcione duas infraestruturas, dois servidores, dois softwares distintos etc.

Esse fator resulta na necessidade de intervenção de diferentes fabricantes com tecnologias incompatíveis entre si, causando invariavelmente grandes dificuldades em termos de comunicação entre esses equipamentos e, obviamente, uma maior dificuldade de cruzar informações e ter tomadas de decisões assertivas.

A automação predial do futuro busca solucionar essa questão e tornar tudo mais simples com a utilização de padrões globais que facilitam a comunicação desses equipamentos por meio de sistemas de protocolo aberto e unificados.

Quando falamos em automação predial, podemos citar alguns protocolos mais usados, como: o BACnet, o Modbus e o KNX, que permitem integrar todas e quaisquer instalações incluindo iluminação, ar condicionado, motores de cortina, controle de acesso, sistemas de detecção e alarme de incêndio, afim de alcançarmos os mais altos níveis de economia de energia, conforto e segurança através da detecção de presença, controle de tempo ou regulação automática de iluminação.

A grande vantagem que esse tipo de tecnologia oferece é a possibilidade de utilizar um único software para todos os fabricantes e diferentes sistemas, o que descomplica a tarefa de usar componentes de marcas diferentes.

As empresas certificam seus produtos através de um órgão que garante a compatibilidade dessas soluções com todas as outras já existentes e também certificados no mercado. Isso significa menos fiação, menos custos de manutenção e maior conforto para o gerente e o usuário da instalação.

Entre os vários aspectos que podem ser abordados, uma das maiores vantagens da adoção de padrões de protocolos abertos é, sem dúvida, a escalabilidade de investimento. Esse tipo de solução viabiliza que um programa completo de gerenciamento do sistema elétrico de todo o edifício possa ser implementado passo a passo, avançando etapa por etapa e permitindo que as próprias economias obtidas em estágios anteriores sejam reinvestidas nas fases seguintes.

Os padrões descentralizados com sistemas de código aberto oferecem uma variedade de benefícios com potencial elevado de aplainar os caminhos que darão acesso mais rápido à massificação no que se refere à automação integrada em edificações de uma maneira flexível e, se necessário, em fases.

* Igor Nakamura é Diretor da Viridi Technologies.

Clique aqui e confira o conteúdo na íntegra.

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