Falar de BIM é falar de dinheiro

Por Carlos Alejandro*

Parece clichê, mas em tempos de crise não há indústria que não esteja buscando fazer mais com menos. Por isso, o uso de tecnologia para gestão de obras não se refere a uma questão apenas técnica, mas de impacto direto no desempenho de negócios.

Atualmente o termo BIM, do inglês Building Information Modeling, já é bem conhecido nos setores de engenharia, arquitetura e construção. Para contextualizar, a metodologia BIM refere-se ao planejamento detalhado de uma obra, que utiliza hardware, software e pessoas treinadas para prever detalhes desde o cronograma até o volume de material para uma construção, seja ela uma residência ou um complexo projeto de infraestrutura, como rodovias ou aeroportos, por exemplo.

Pessoalmente, noto uma mudança muito nítida nos mercados de engenharia, arquitetura e construção. Há alguns anos esse tema interessava apenas ao grupo técnico de um empreendimento que estava diretamente envolvido em planejar, desenvolver e executar construções de qualquer porte.

De uns tempos para cá, entretanto, noto que gestores públicos e privados estão começando a entender que quando falamos de BIM não estamos nos referindo apenas a um processo de trabalho que pode ser melhorado, mas a uma gestão completa de recursos, o que afeta diretamente a questão financeira.

Vamos aos fatos: quando uma instituição opta por desenvolver projetos em BIM ela sabe que pode ter ganhos financeiros reais, considerando o aumento da margem e a redução de custos.

Com o crescimento da adoção dessa metodologia em diferentes lugares do mundo, foi possível medir quantitativamente esse benefício. Para citar alguns números, a consultoria McGraw Hill** entrevistou diversas empresas que adotaram a metodologia e descobriu que o BIM possibilita os seguintes dados:

Agora imagine: quanto esses dados poderiam impactar o seu negócio?

Por fim, vale lembrar que o BIM não é uma moda passageira, mas, sim, o futuro do projeto e execução das indústrias de arquitetura, engenharia e construção. Portanto, quem implanta o BIM sai na frente do mercado e estará maduro o suficiente quando a recuperação econômica vier.

Carlos Alejandro é Executivo de Vendas da Autodesk.

 

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