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Adequação elétrica em condomínios avança impulsionada por novas exigências legais

Normas técnicas, legislações municipais e decisões em assembleia moldam a instalação de eletropostos em condomínios e novos empreendimentos

Por Redação

Adequação elétrica em condomínios avança impulsionada por novas exigências legais

Foto: Canva.com/Kindel Media


A expansão da mobilidade elétrica começou a alterar de forma concreta a operação de condomínios residenciais, corporativos e comerciais em todo o país. O tema, antes distante da rotina predial, ganhou relevância à medida que os primeiros veículos começaram a disputar espaço nas garagens e a exigir pontos seguros de recarga. Hoje, esse movimento já se traduz em infraestrutura crescente e novas exigências regulatórias para edifícios em uso e para os que ainda estão em fase de projeto.

Esse avanço pode ser observado na ampliação dos pontos de carregamento públicos e semipúblicos, que alcançaram 16.880 unidades no Brasil, segundo levantamento da Tupi Mobilidade em parceria com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

A partir desse cenário, o escritório Martinelli Advogados alerta que a instalação de eletropostos em imóveis privativos deve obedecer a normas técnicas, legislações recentes e a decisões formais em assembleia, especialmente porque a prática tem crescido de forma acelerada dentro dos condomínios.

O novo percurso do gestor predial

Nos empreendimentos antigos, o processo começa antes do projeto elétrico. É necessário envolver os moradores, apresentar riscos, custos e alternativas tecnológicas. Esse diálogo passou a ser parte da rotina de síndicos e gestores prediais, que lidam com questões como aumento da demanda por energia, segurança das instalações e responsabilidade pelo consumo.

A aprovação em assembleia não encerra o trabalho. A ABNT NBR 17019 estabelece parâmetros de segurança e desempenho que incluem dimensionamento da infraestrutura, proteção contra choques elétricos e compatibilidade com a rede disponível.

Para muitos condomínios, adequar a infraestrutura significa revisar alimentadores, quadros gerais e sistemas de proteção. O processo envolve atuação técnica e financeira e exige acompanhamento profissional especializado.

Sinal amarelo nas distribuidoras

As concessionárias estaduais também começam a regulamentar o fornecimento de energia para edificações que desejam instalar carregadores. Esse é o caso da Celesc, em Santa Catarina, que publicou diretrizes específicas para o tema. O movimento sinaliza que a mobilidade elétrica já afeta o planejamento energético das cidades e demanda infraestrutura mais robusta.

Segundo a advogada Patrícia de Pádua Rodrigues, grande parte dos condomínios de médio e grande porte não possui estrutura elétrica preparada para comportar estações de recarga. O mesmo ocorre em edifícios corporativos e comerciais, que passam a revisar projetos internos, padrões de entrada e sistemas de proteção para acompanhar a demanda crescente.


Mobilidade elétrica e ESG

No âmbito federal, o PL 2.156/2021 avança com propostas para estimular a mobilidade elétrica em todo o país. Soma-se a isso o programa Mover e mudanças tributárias voltadas para veículos eletrificados. O reflexo dessa combinação aparece nas vendas, que cresceram 21,8 por cento entre janeiro e outubro de 2025, segundo dados da ABVE.

Esse avanço não se limita ao ambiente residencial. Em espaços corporativos, hospitais, shoppings e plantas industriais, a oferta de pontos de recarga já influencia decisões de ocupação, modernização predial e políticas de ESG.

Profissionais do setor observam que a instalação de eletropostos funciona como catalisador de modernização, já que exige revisão de sistemas de proteção, atualização de quadros elétricos e novas estratégias de eficiência energética.


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