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Paulo Mendes da Rocha deixa seu legado na arquitetura mundial

Arquiteto recebeu em sua carreira prêmios internacionais como Pritzker e Leão de Ouro na Bienal de Veneza

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O renomado professor e arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, que ao longo de sua carreira recebeu importantes destaques no Brasil e no mundo, como os prêmios Pritzker, em 2006, e o Leão de Ouro na Bienal de Veneza, em 2016, nos deixou no último domingo (23).

Rocha se formou 1954 pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) e, ao longo dos anos, foi se destacando no cenário contemporâneo da Arquitetura e se dedicando às disciplinas e aos alunos da FAU Mackenzie. Diversas foram as obras projetadas no país e no mundo, tais como a recuperação da Pinacoteca de São Paulo, SESC 24 de Maio (SP), Museu dos Coches (Portugal), Museu da Língua Portuguesa (SP), Reforma Estação da Luz (SP), Praça do Patriarca (SP), MUBE (SP), Casa do Quelhas (Lisboa), entre outras.

Para Angélica Alvim, diretora da FAU Mackenzie, Paulo Mendes representou ao longo de quase 70 anos dedicados à profissão "a arquitetura brasileira de uma maneira exemplar, contribuindo expressivamente para a sua internacionalização, marcada por inúmeros prêmios - Pritzker (2006), Leão de Ouro de Veneza (2016), Imperial do Japão (2016), Medalha de Ouro do Royal Institut of British Architects (2017), Medalha de Ouro pela União Internacional de Arquitetos (2021), prêmio este que coroou sua brilhante carreira".

Em 2007, nos 60 anos da FAU-Mackenzie, o professor recebeu o título de Doutor Honoris Causa. O dom de ensinar era inerente a sua personalidade; a cada conferência, encontro ou bate-papo, o mestre transmitia o valor da arquitetura e da vida em sociedade. Já em 2017, Paulo Mendes esteve na abertura das comemorações dos 70 anos da FAU do Mackenzie, falando de sua trajetória pela faculdade e sua carreira profissional. Para o reitor da UPM, professor Marco Tullio de Castro Vasconcelos, "perdemos um arquiteto admirável e um homem com uma visão humanística que sempre se posicionou politicamente em favor da justiça e da dignidade humana."

"Um arquiteto e amigo que nos deixa órfãos, pois com ele aprendemos muito sobre arquitetura e a própria vida. Um grande um defensor da vida citadina, das relações e das dinâmicas urbanas e da solidariedade com a qual a arquitetura poderia sempre contribuir", finaliza a diretora.

Foto: Divulgação


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