ABEMI assina carta aberta à sociedade sobre preservação da vida

Setor de Infraestrutura e Logística Brasileira se une e se coloca à disposição para contribuir e minimizar os efeitos deletérios da pandemia

O Brasil é hoje o epicentro mundial da Covid-19, com a maior média móvel de novos casos. Enquanto já atingimos a marca de 300 mil mortes, o quadro fica ainda mais alarmante com o esgotamento dos recur-sos de saúde na maioria os estados. Em paralelo, a situação econômica do país é extremamente preocu-pante, com forte retração das atividades e com uma taxa de desemprego elevada.

Com intuito de agregar esforços e apoiar todos os movimentos positivos em prol da necessária vacinação em massa, o Setor de Infraestrutura e Logística Brasileira se une e se coloca à disposição para contribuir e minimizar os efeitos deletérios da pandemia, que assola a nação, conforme carta aberta à sociedade, assinada pela Associação Brasileira de Engenharia Industrial (ABEMI) e mais 12 entidades de classe.

"A ABEMI, que congrega as maiores empresas de engenharia e construção do país, apoia veementemente a vacinação. Hoje somos pária global, com uma marca de contaminação e mortes que não gostamos e nem podemos mais ostentar. Somente com a vacinação em massa contra a COVID-19, iremos estancar a perda de tantas vidas e erradicar a pandemia. O Brasil tem estrutura para isso e sempre foi um exemplo de vacinações em massa. Vamos resgatar esse marco e, assim, vermos a nossa economia decolar. Temos que estar todos ´Juntos Pela Vacinação`, declara o presidente Gabriel Aidar Abouchar.

A carta aberta destaca ainda que se for mantido o nível atual de vacinação, o Brasil alcançará uma cober-tura ampla só por volta da metade de 2022. Hoje, são 6,64 doses aplicadas a cada 100 pessoas, atrás de países como Chile (42,5), Uruguai (7,6), Marrocos (17,2), entre outros, apontam os dados do Our World in Data. Com o surgimento de cepas mais agressivas que se não forem controladas imediatamente, colocará m risco até a eficácia das vacinas atuais. Porém, estes indicadores poderão aumentar, se tiver planeja-mento, organização, determinação e colaboração de toda sociedade.

Entre os objetivos desta Carta, está também a adoção de outras medidas de combate, tais como: Instituição de políticas públicas unificadas que preze por evidências científicas, dados e estudos disponíveis, com coordenação nacional no combate à pandemia; Medidas de distanciamento social dentro da política pública nacional, até que se tenha a celeridade na vacinação e parte da população vacinada; Ações que estimulem o uso de mascaras; e por fim, medidas efetivas de apoio às pequenas e médias empresas brasileiras.

Assinam a carta: ABEMI, ANETRANS, CONFEA, BRASINFRA, ANEOR, CREA-DF, SINICON, SINAENCO, ABCE, SICEPOT/RS, APECS, ABEETRANS e ABES que juntas reúnem mais de 1.2 milhão de profissionais e 357 mil empresas, o que credencia a serem representantes de cerca de 90% do PIB da Infraestrutura Nacional.

Foto: Divulgação


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