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Empresa brasileira será conduzida por inteligência artificial

Plataforma vai gerir ações administrativas e automatizar até a entrega do "cafezinho" em reuniões

Notícia publicada em 13 de março de 2019

A DATA H, startup brasileira de inteligência artificial reconhecida internacionalmente por projetos em saúde, cibersegurança e processamento de linguagem natural, iniciou uma nova fase do seu projeto mais desafiante: o Ziggy Stardust, a primeira plataforma de inteligência artificial capaz de gerir uma empresa. A nova fase do Ziggy está focada na gestão de projetos e ajudará no trabalho das equipes da companhia, localizadas em diferentes partes do mundo.

O nome é  inspirado na obra de David Bowie e tem lá os seus motivos. "Ziggy Stardust foi um marco da ópera rock. Um álbum que conta uma única história da primeira a última música. Na empresa, a plataforma fará o mesmo", afirma Evandro Barros, CEO e cofundador da DATA H. Ele detalha: "O nosso Ziggy Stardust é a junção de todas as soluções de inteligência artificial desenvolvidas pela DATA H e será responsável pela completa gestão da empresa. Isso abarca desde ações da área administrativa até a entrega autônoma do cafezinho, quando iniciamos uma reunião".


Com esse nível de automação, ninguém saberá tanto da empresa quanto o Ziggy, o que deve proporcionar um nível de eficiência operacional nunca visto.  A meta da startup é atingir 70% de autonomia até o final  de 2020. Ou seja, grande parte das decisões empresariais será feita por algoritmos que terão a capacidade de se adequar ao mercado de forma muito mais rápida que os executivos.

Evandro Barros, CEO e cofundador da DATA H

No entanto, isso não é novo na DATA H. O conceito nasceu no início da empresa, em 2016, com o nome Human Torrent. "Agora já conseguimos unir tecnologias capazes de gerir risco de projetos, eficiência de desenvolvimento etc., de uma maneira em que humanos não conseguiriam, de forma efetiva", observa Celso Azevedo, cofundador e CTO da startup.

O Ziggy, além de orientar os desenvolvedores e cientistas, cruza dados internos e externos para determinar o risco e as mensurações de um projeto, garante a empresa. Para isso, sua base leva em consideração dados de rede, modelos de código, reuniões de equipe e até o comportamento de usuários - tudo isso sendo processado em um poderoso conjunto de GPUs que equivalem a mais de 20 mil notebooks.

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