Quem decide primeiro, investe de forma mais inteligente
 

Como garantir alto padrão de segurança em um condomínio logístico

Infraestrutura, tecnologia e mão de obra são os três pilares que sustentam essa equação, diz Diretor de Property Management

Notícia publicada em 16 de outubro de 2018

A busca por instalações logísticas mais modernas, eficientes, com maior aproveitamento de armazenagem, infraestrutura completa, boa localização e qualidade técnica para otimizar custos é um desafio para os gestores de empresas contratantes de espaços para armazenagem e distribuição de produtos. Soma-se ainda como item prioritário a estrutura de segurança dos condomínios logísticos, pois garante, em última análise, a tranquilidade na operação dos clientes e a proteção dos bens armazenados.

No Brasil, a preocupação com a segurança transcende o cenário socioeconômico atual e exige evolução e atualizações constantes, mesmo quando os players de empreendimentos logísticos cumprem a cartilha e os galpões são planejados considerando todos os protocolos de segurança.

Na GLP, a estrutura de segurança nasce junto com os projetos dos nossos empreendimentos, até mesmo nos estudos preliminares. Inicialmente investimos em uma consultoria qualificada, que analisa cada detalhe da operação, o entorno e todos os riscos em um diagnóstico completo e preciso que garante um padrão elevado de qualidade na implementação da melhor infraestrutura de segurança. É importante dizer que esse padrão pode ser complementado de acordo com a necessidade da operação do nosso locatário. Nada de projeto engessado.

Segundo a pesquisa Custos Logísticos no Brasil, da Fundação Dom Cabral (FDC), o custo de investimento em segurança foi um dos que mais aumentaram no último ano. Um serviço de segurança de alto padrão tem grande impacto no orçamento das empresas no Brasil, principalmente quando está instalado em um galpão independente. Ao optar por um condomínio logístico, os custos com segurança são rateados entre todos os locatários, diminuindo drasticamente o valor, mantendo a qualidade da operação. E, mesmo em condomínios logísticos, os custos em segurança podem ser ainda menores, quando aliamos alta tecnologia e inteligência como parte dessa estrutura.

Hoje, as modernas câmeras que utilizamos nos condomínios GLP, por exemplo, estão interligadas a uma central de monitoramento com inteligência artificial, permitindo que "enxerguem como humanos" por meio de algoritmos e configurações de segurança específicas. Com isso, as máquinas (computadores) podem "entender" o que estão vendo e acionar os protocolos de segurança definidos em função do diagnóstico operacional de cada condomínio.

Na cidade de Londres, no Reino Unido, as câmeras inteligentes são utilizadas para monitorar espaços públicos. Segundo a BSIA - British Security Industry Association, são 5,9 milhões de câmeras espalhadas pela região, cerca de uma câmera para cada 11 pessoas.

A migração de rondas pela utilização de monitoramento remoto também já é uma realidade nos empreendimentos GLP. O uso dessas câmeras inteligentes em lugares específicos, principalmente em períodos em que a movimentação de pessoas tende a ser nula, dispensa alguns postos de vigilantes, diminuindo ainda mais os custos e aumentando a segurança.

A tecnologia também está presente nas nossas tarefas mais simples do dia a dia, como no controle de acesso de pessoas e veículos. Hoje, a biometria já é utilizada para liberação do acesso nos condomínios GLP.

Como forma de prevenção a eventuais tentativas de invasão, a GLP instala cancelas anti-invasão, torniquetes de acesso, dilaceradores de pneus (conhecidos como "garras de tigre"), alarmes perimetrais com fibra ótica, entre outras soluções que obedecem ao procedimento de segurança estabelecido, sendo tudo monitorado pelas câmeras inteligentes e, quando necessário, sendo acionada equipe de segurança local. Vale reforçar que, além da tecnologia, é extremamente importante ter uma mão de obra qualificada. Uma equipe que cumpra os procedimentos em tempo hábil e de maneira correta, somada à inteligência nas operações diárias, garante ainda mais a segurança dos empreendimentos.

Como disse, hoje, a segurança é um valor para a GLP e faz parte das nossas prioridades desde a concepção do projeto, independentemente do perfil do cliente que vai ocupar nossos galpões. Em suma, nossa solidez e qualidade em segurança é estruturada em três pilares: infraestrutura, tecnologia e mão de obra. Tudo é pensado para garantir o mais alto padrão de segurança dentro dos condomínios logísticos da GLP com, é claro, uma relação adequada de custo-benefício.

Rômulo Otoni Andrade é Diretor de Property Management da GLP Brasil

Foto destaque: Banco de Imagens | Pixabay

Líderes de audiência

Workplace

O que muda quando diferenças culturais entram no projeto de um escritório

Na implantação da sede brasileira da Yuwell, Henrique Tso, gerente de Recursos Humanos para a América Latina, precisou conciliar referências da matriz chinesa com custos, fornecedores, prazos e formas de trabalho locais

Mercado

De Itaú a Amazon: quem ocupa os maiores escritórios de São Paulo

Itaú lidera a lista com 91,4 mil m² no Esther Towers. O ranking mostra onde estão as grandes empresas e por que áreas corporativas extensas se tornaram mais disputadas

Operações

Seu prédio usa água potável onde não precisa?

Nova resolução nacional define critérios para o reúso não potável e recoloca em debate onde essa água pode ser usada nos edifícios

Operações

Mercado Livre terá a maior locação de galpão do Brasil. Como manter 464 mil m²?

O novo complexo próximo a Viracopos ajuda a explicar por que, em ativos logísticos de grande escala, manutenção deixa de ser uma lista de ordens de serviço e passa a ser gestão de risco operacional

Mercado

Itaú ocupa 91 mil m² e recoloca o longo prazo no centro da estratégia imobiliária

A maior locação corporativa já registrada no segmento especulativo no Brasil ocorre quando políticas híbridas amadurecem e grandes áreas de alto padrão ficam mais escassas em São Paulo

Operações

Microsoft trata água no próprio campus e reduz dependência da rede pública

Projeto em Mountain View integra reúso, águas pluviais e operação predial e mostra como a resiliência hídrica começa a entrar no desenho dos grandes campus corporativos

Sugestões da Redação

Mercado

Real Estate em 2026. O que orienta a escolha entre ocupar, adaptar ou investir?

Relatório da JLL mostra como a redução da oferta de novos empreendimentos valoriza ativos de alta qualidade no mercado imobiliário global

Outside Work

Em 2026, sua casa terá um "CPF". Entenda o que é o Cadastro Imobiliário Brasileiro e como ele afe...

Um novo cadastro nacional vai reorganizar a forma como o Estado enxerga os imóveis no Brasil. A partir de 2026, essa mudança começa a impactar impostos, transações e a gestão patrimonial

Revista InfraFM

Quando saúde mental, liderança e Workplace viram estratégia de negócio

De Harvard a Oxford, passando por CEOs que já transformam lucro em bem-estar: Mind Summit mostra que o futuro das organizações não é sobre espaços para trabalhar, e sim sobre espaços que libertam o melhor das pessoas. Facilities & Workplace entram no centro da estratégia corporativa

Revista InfraFM

O engenheiro que também aprendeu a cuidar de prédios vivos

A arquitetura humana e tecnológica dos campi do Insper integra educação, convivência e networking

Revista InfraFM

O futuro já começou. Quem vai gerenciá-lo?

Projetando a sociedade do futuro para as nossas vidas

Revista InfraFM

Azul por dentro da operação que faz o Brasil voar

Infraestrutura que trata o avião como cliente e formação que sustenta a excelência operacional da companhia aérea