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59% das empresas investiram em compliance após a Lava Jato

Um parceiro com cadastro antigo e desatualizado e não monitorado pode acarretar baixa de qualidade de seus entregáveis

Um pesquisa feita pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) mostrou que a operação Lava Jato motivou empresas a implantarem programas de compliance. Foram entrevistados 130 executivos, e foi identificado que 59% das empresas investiram na área por consequência da Operação Lava Jato.

"As empresas estão mudando o perfil da área de compras e suprimentos, por conta dessa preocupação com o compliance", diz Luiz Fernando Godoy, um dos fundadores da Equipo Gestão, que se dedica exclusivamente ao assunto, presente em 14% das 500 maiores empresas do país, além de projetos no Chile, Equador, Peru, França e Noruega.

Cerca de 44% dos entrevistados afirmaram que o foco da empresa para evitar fraudes tem sido o maior monitoramento. "Com objetivos natos de investigações internas, prevenção à fraude e aderência à governança corporativa da organização podemos afirmar que um dos pilares mais importantes é a análise e gestão dos fornecedores de sua organização. As responsabilidades solidárias e subsidiárias estão em moda, e nada como evitar uma desagradável surpresa ao descobrir um parceiro envolvido em casos de escândalos, ou mesmo interferindo desastrosamente em sua operação", diz Godoy.

Segundo ele, é essencial garantir que seu parceiro cumpra com suas obrigações legais (fiscais e previdenciárias) de acordo com as leis vigentes. Os órgãos governamentais emitem certificados periódicos de regularidade fiscal e tributária, eles devem ser analisados, não só evitando passivos financeiros por responsabilidade, mas também pela análise de riscos de sua operação.

Um parceiro com cadastro antigo e desatualizado e não monitorado pode estar comprometido financeiramente e acarretar baixa de qualidade de seus entregáveis até a interrupção repentina de fornecimento.

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