Quem decide primeiro, investe de forma mais inteligente
 

Novos crimes em condomínios incluem disfarces e documentos falsos

Os invasores se passam por técnicos, moradores, dentre outros, e até usam mandado falso

A imaginação da mente criminosa costuma ser criativa, e quando pensamos que já vimos de tudo, sempre somos surpreendidos por ações inusitadas. Que o diga os moradores de condomínios! Já aconteceu até de os criminosos se disfarçarem de prestadores de serviço e também de policiais, copiando fielmente uniformes e identificações. Em um dos casos, eles se fizeram passar por técnicos de câmera de vigilância, que estão instaladas em qualquer condomínio. Não são meros disfarces, como se fossem fantasias, mas sim de bandidos que planejam o passo a passo do crime, tendo trabalhado com performances perfeitas como se fossem realmente quem dizem ser.

Não é só isso. Os criminosos também conseguem facilmente uma cópia de mandado judicial. Em outro caso, um deles se passou por morador do próprio condomínio e conseguiu a liberação da portaria, anunciando o assalto. Se isso é possível, imagine então a facilidade com que eles podem enganar pessoas despreparadas ou desatentas e trazer consequências desagradáveis. Por isso, é de extrema importância que os moradores estejam sempre atualizados a esses acontecimentos e discutam sobre o assunto para que fiquem sempre atentos aos mínimos detalhes.

Segundo dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, em abril deste ano houve um aumento de 18,7% de assaltos com relação ao mesmo período do ano passado; enquanto outros dados, da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, apontaram que, em 2016, o número de roubos e furtos em condomínios cresceu 187% com relação a 2015. Claro que as informações, apesar de serem estaduais, refletem a insegurança nacional.

Como se pode perceber, não é possível ter qualquer um na entrada do condomínio - afinal, é preciso estar preparado. Portanto, não adianta ter todos os apetrechos tecnológicos possíveis, se não tiver uma equipe de portaria adequada e treinada para esse tipo de situação. São eles que identificam as pessoas que entram e saem do condomínio, concedem as autorizações, sabem e conhecem bem o dia a dia do prédio e, portanto, são os primeiros a reconhecer que há algo errado.

Assim, o condomínio precisa contar com uma equipe treinada para garantir a segurança dos moradores. As empresas terceirizadas oferecem uma maior proteção neste sentido, uma vez que realizam treinamentos, passam conhecimento de acordo com experiências já relatadas em diversas situações. Por exemplo, é muito comum que a maioria das ações criminosas comece por um erro básico de portaria, como a identificação. Deixam entregadores, diaristas, pedreiros entrarem livremente sem antes ter a autorização do morador, e autorizam a entrada de veículos sem checar placas, tomando como base apenas a cor e o modelo do veículo.

Todo condomínio possui regras e normas que precisam ser obedecidas por todos, pois um único deslize ou falta de comprometimento põe em risco a segurança do prédio. Um erro muito comum é o controle de acesso à garagem, onde muitos prédios não possuem em sua estrutura condições adequadas para visualização dos veículos, devendo ser corrigido com equipamentos de identificação e CFTV.

Investir em treinamento e tecnologia é muito importante nesse quesito de segurança e vale a pena investir nesse caso. Em serviços terceirizados deve-se optar por empresas que adotem esses treinamentos e mantenham funcionários sempre bem colocados e preparados para evitar situações desagradáveis ou até mesmo trágicas. Além disso, o prédio não precisa se preocupar com a ausência de funcionários, já que a terceirizada deverá cobrir o plantão e com a mesma qualidade de serviço.

Amilton Saraiva é especialista em condomínios da GS Terceirização

Líderes de audiência

Workplace

O que muda quando diferenças culturais entram no projeto de um escritório

Na implantação da sede brasileira da Yuwell, Henrique Tso, gerente de Recursos Humanos para a América Latina, precisou conciliar referências da matriz chinesa com custos, fornecedores, prazos e formas de trabalho locais

Mercado

De Itaú a Amazon: quem ocupa os maiores escritórios de São Paulo

Itaú lidera a lista com 91,4 mil m² no Esther Towers. O ranking mostra onde estão as grandes empresas e por que áreas corporativas extensas se tornaram mais disputadas

Operações

Seu prédio usa água potável onde não precisa?

Nova resolução nacional define critérios para o reúso não potável e recoloca em debate onde essa água pode ser usada nos edifícios

Operações

Mercado Livre terá a maior locação de galpão do Brasil. Como manter 464 mil m²?

O novo complexo próximo a Viracopos ajuda a explicar por que, em ativos logísticos de grande escala, manutenção deixa de ser uma lista de ordens de serviço e passa a ser gestão de risco operacional

Mercado

Itaú ocupa 91 mil m² e recoloca o longo prazo no centro da estratégia imobiliária

A maior locação corporativa já registrada no segmento especulativo no Brasil ocorre quando políticas híbridas amadurecem e grandes áreas de alto padrão ficam mais escassas em São Paulo

Operações

Microsoft trata água no próprio campus e reduz dependência da rede pública

Projeto em Mountain View integra reúso, águas pluviais e operação predial e mostra como a resiliência hídrica começa a entrar no desenho dos grandes campus corporativos

Sugestões da Redação

Mercado

Real Estate em 2026. O que orienta a escolha entre ocupar, adaptar ou investir?

Relatório da JLL mostra como a redução da oferta de novos empreendimentos valoriza ativos de alta qualidade no mercado imobiliário global

Outside Work

Em 2026, sua casa terá um "CPF". Entenda o que é o Cadastro Imobiliário Brasileiro e como ele afe...

Um novo cadastro nacional vai reorganizar a forma como o Estado enxerga os imóveis no Brasil. A partir de 2026, essa mudança começa a impactar impostos, transações e a gestão patrimonial

Revista InfraFM

Quando saúde mental, liderança e Workplace viram estratégia de negócio

De Harvard a Oxford, passando por CEOs que já transformam lucro em bem-estar: Mind Summit mostra que o futuro das organizações não é sobre espaços para trabalhar, e sim sobre espaços que libertam o melhor das pessoas. Facilities & Workplace entram no centro da estratégia corporativa

Revista InfraFM

O engenheiro que também aprendeu a cuidar de prédios vivos

A arquitetura humana e tecnológica dos campi do Insper integra educação, convivência e networking

Revista InfraFM

O futuro já começou. Quem vai gerenciá-lo?

Projetando a sociedade do futuro para as nossas vidas

Revista InfraFM

Azul por dentro da operação que faz o Brasil voar

Infraestrutura que trata o avião como cliente e formação que sustenta a excelência operacional da companhia aérea