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Arata Isozaki vence o Prêmio Pritzker de Arquitetura 2019

Considerado um visionário pelos seus pares, o arquiteto japonês tem mais de 100 obras construídas

Notícia publicada em 6 de março de 2019

Arquiteto Arata Isozaki | Foto: Divulgação Prêmio Pritzker de Arquitetura

O arquiteto japonês Arata Isozaki, de 87 anos, é o vencedor do Prêmio Pritzker 2019, anunciado pela Fundação Hyatt nesta terça-feira (5/3). Considerada o "Nobel da Arquitetura", a honraria é outorgada todos os anos a arquitetos e arquitetas cuja obra construída "tenha produzido significativas contribuições para a humanidade ao longo dos anos", segundo a própria organização responsável pela premiação.

Nascido em Ōita, na ilha japonesa de Kyushu, e formado pela Universidade de Tóquio em 1954, Isozaki começou a carreira sob a orientação do ganhador do prêmio Pritzker de 1987, Kenzo Tange. Tinha 14 anos quando Hiroshima e Nagasaki foram bombardeados na Segunda Guerra Mundial - fator que ele considera determinante para sua carreira.

"Quando eu tinha idade suficiente para começar a entender o mundo, minha cidade natal foi incendiada. Do outro lado da costa, a bomba atômica foi lançada em Hiroshima, então eu cresci perto do ponto zero", explicou, em uma biografia divulgada pela premiação.

"Não havia arquitetura nem edifícios e nem mesmo uma cidade. Apenas quartéis e abrigos me cercavam. Então, minha primeira experiência em arquitetura foi o vazio da arquitetura, e comecei a considerar como as pessoas poderiam reconstruir suas casas e cidades".

Defensor da teoria de que, embora os edifícios sejam efêmeros, devem sempre agradar os sentidos de quem passa por eles, o profissional tem entre suas principais obras: o complexo cultural Nara Centennial Hall e o Art Tower Mito, ambos no Japão; o Shangai Symphony Hall, na China; o Qatar Convention Center, em Doha/Qatar; a Biblioteca de Ōita (na sua cidade natal) e a Biblioteca Central de Kitakyushu, também no Japão; a sede da Disney, na Flórida; o Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles (EUA); e o Museu interativo Domus, em Corunha/Espanha.

Segundo o júri, durante a citação ao Prêmio, o arquiteto "tem um profundo conhecimento da teoria e história da arquitetura e abraça a vanguarda. Não se limita a reproduzir o 'status quo', mas prossegue a sua demanda do sentido da arquitetura, o que se reflete nos seus edifícios, desafiando categorizações estilísticas, e estão em constante evolução e revelando sempre frescura na sua abordagem.

Shangai Symphony Hall, na China | Foto: Chen Hao

Complexo cultural multiuso Nara Centennial Hall, no Japão | Foto: J. S. Lander Getty Images

​Confira aqui outras obras emblemáticas do arquiteto.

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