Sustentabilidade e responsabilidade caminham lado a lado

Por Alexandro Barsi*

Na velocidade que a atual revolução tecnológica caminha, não é possível conferir um papel secundário à transformação digital e suas soluções. Para encarar esse novo desafio, é preciso um planejamento de gestão que contemple os clientes, os colaboradores e a organização, de maneira que tenha o objetivo de um alicerce construído com sustentabilidade e responsabilidade.

A pergunta que os empreendedores costumam se fazer, mesmo que mentalmente, é: “Como conciliar lucro com todas essas preocupações?”. Para o Fundador e CEO do Basecamp, Jason Fried, uma coisa não anula a outra. “Ter um negócio rentável não significa espremer o limão até a última gota amarga. Você pode ser rentável e justo. Esses não são fins opostos de algum espectro moral, muito pelo contrário.”

É perfeitamente possível aliar produtividade e relações sólidas e de longo prazo, tanto com os clientes quanto com os funcionários, resultando em um trabalho sustentável. É possível encontrar atalhos nos caminhos da gestão. Como gestor de um grupo que transforma negócios para o mundo digital, elenco oito princípios primordiais para atingir uma gestão efetiva:

1) Ser apaixonado por tecnologia: esse é o melhor termo para descrever o motivo de trabalharmos com inovação e vanguarda em tecnologia. Não somos especialistas, nem pioneiros: somos eternos aprendizes. E com paixão, temos mais energia para buscar as melhores soluções tecnológicas para os nossos clientes.

2) Ser capaz de assumir grandes responsabilidades: empreender no ramo de tecnologia é a primeira grande responsabilidade, pois o setor está em constante mudança, o que exige aperfeiçoamento e eterno aprendizado. O desafio é atender clientes da mesma forma, independentemente do tamanho deles. É importante ser um parceiro que entenda qualquer desafio, de negócio ou tecnologia para suportar seu crescimento.

3) Cultivar relações de confiança com transparência: a transparência é a chave para atendermos de maneira eficiente, uma vez que atua na conexão entre a empresa e os clientes. Seguros e inseridos em um ambiente de confiança, é mais fácil que se sintam confortáveis para serem verdadeiros sobre os problemas que demandam soluções tecnológicas. Esse é um hábito que deve ser conservado dentro e fora do ambiente corporativo.

4) Mergulhar na realidade do cliente: é preciso entender a real necessidade do negócio do cliente, oferecendo, inicialmente, uma consultoria, de modo a adequar a solução à necessidade da empresa. Modelos de trabalho e metodologias são utilizados a serviço do projeto, com a intenção de produzir entregas mais rápidas e eficientes. Nesse sentido, é preferível perder para a concorrência a propor uma medida que não vai solucionar o problema do contratante.

5) Resolver problemas de forma ágil e criativa: inovar e se aventurar por caminhos nunca antes percorridos. A organização precisa aplicar seus conhecimentos de modo a resolver problemas de forma ágil e criativa, evitando ruídos para o cliente.

6) Colaborar entre pessoas e equipes: é impossível atingir os objetivos sozinho. Por isso, é primordial construir relações de confiança entre todos da organização. É necessário pautar o negócio na coexistência entre o trabalho dos colaboradores e entre as equipes, de maneira a criar uma relação de empatia com a empresa.

7) Cuidar das pessoas para cuidarem dos negócios: o principal bem de uma empresa são os colaboradores. Por essa razão, é essencial investir em atrair pessoas incríveis, criando um ambiente de trabalho diferenciado, além de desenvolver talentos. Para que os funcionários construam relações de longo prazo e de confiança, é importante que estejam plenamente satisfeitos em suas funções.

8) Atingir resultados de forma consciente: é determinante valorizar o crescimento sustentável da empresa. O controle de recursos e indicadores permite uma operação rentável, de alto crescimento, e ao mesmo tempo, justa.

*Alexandro Barsi é Sócio-fundador e CEO do Verity Group, especializado em consultoria para transformação digital e gestão de ponta a ponta.

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