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Carreira em 2025: salário pesa, mas não é o principal fator de escolha

Mesmo com o desemprego em queda, empresas brasileiras enfrentam escassez de profissionais qualificados e intensificam a disputa por quem domina inteligência artificial, dados e idiomas

Por Redação
Carreira em 2025: salário pesa, mas não é o principal fator de escolha

Legenda: Mercado brasileiro valoriza quem domina inteligência artificial, automação e análise de dados. Canva.com/ilkercelik


Com a taxa de desemprego em níveis historicamente baixos, o mercado de trabalho brasileiro tem se mostrado aquecido em 2025. No entanto, atrair e reter talentos qualificados continua sendo um dos principais desafios para empresas, conforme aponta o Guia Salarial 2025 da consultoria Robert Half.

A pesquisa revela otimismo por parte das organizações quanto aos planos de contratação. Há previsão de abertura de vagas para posições permanentes e para projetos específicos, com maior demanda nos setores de tecnologia da informação, contabilidade, atendimento ao cliente e áreas ligadas à inteligência artificial, automação e análise de dados.

Apesar do avanço, a escassez de profissionais com competências técnicas exigidas segue impactando os processos de recrutamento. O domínio de idiomas, especialmente o inglês, e o conhecimento em tecnologias imersivas estão entre as habilidades mais valorizadas.

A inteligência artificial já está incorporada ao cotidiano corporativo. Segundo o levantamento, 87% das empresas incentivam o uso de ferramentas de IA generativa para aumentar a produtividade. Entre os profissionais, 47% utilizam esse tipo de recurso diariamente ou quase todos os dias de trabalho.

O salário segue como critério relevante, mas não exclusivo. Em 47% das empresas, os aumentos salariais estão vinculados ao cumprimento de metas individuais ou à retenção de talentos. Outras 18% afirmam que os reajustes visam apenas manter a competitividade diante de um mercado restrito.

Entre os profissionais, há disposição para movimentação mesmo sem aumento. Um terço dos entrevistados afirma que aceitaria trocar de emprego por uma oportunidade considerada ideal, independentemente de reajuste salarial. Já 25% mudariam de função em troca de um acréscimo de até 35%, índice superior ao observado em outros países, onde 20% costuma ser suficiente.

A estabilidade também tem grande peso nas decisões de carreira. Para 30% dos profissionais, a segurança no trabalho é mais importante do que o valor da remuneração. Apenas 12% colocam o salário como prioridade absoluta.

Os dados do estudo foram obtidos por meio de pesquisa online conduzida por empresa independente. Foram ouvidos 500 gestores de contratação e 1.000 trabalhadores de áreas como finanças, contabilidade, jurídico, tecnologia e suporte, abrangendo pequenas, médias e grandes empresas, além do setor público.


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