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84% dos profissionais não usam todo seu potencial no trabalho

Estudo Global de Engajamento desvenda os motivos do comprometimento dos funcionários

Notícia publicada em 19 de setembro de 2019

Um dos maiores desafios para as empresas, depois de atrair os talentos, é manter os funcionários motivados e empenhados. Para ajudar a decifrar esse cenário, a ADP, líder global em soluções de Folha de Pagamento e Gestão do Capital Humano, realizou a Pesquisa Global de Engajamento.

Segundo o levantamento, apenas 16% dos trabalhadores se consideram totalmente empenhados, ou seja, 84% da força de trabalho global não está atuando com todo seu potencial. O número se manteve estável em relação a 2015. A pesquisa, realizada em julho de 2018, ouviu 19.346 funcionários de 19 países, que trabalham em tempo integral ou meio período.

Ao contrário do dado global estável, a sondagem descobriu grande variação local. O Brasil registrou uma queda no engajamento total dos trabalhadores, de 16% em 2015 para 14% em 2018, assim como China, México e Estados Unidos. Por outro lado, países como Argentina, França e Índia viram o nível de comprometimento aumentar entre 2015 e 2018.

"Esse tema é muito relevante para empresas e funcionários, já que uma força de trabalho sem engajamento pode custar bilhões de dólares à economia em geral. Esses profissionais têm 45% mais chance de sair voluntariamente da empresa e o custo do turnover é muito alto para ambos. Por isso, promover engajamento deve estar na agenda das organizações", considera Mariane Guerra, vice-presidente de Recursos Humanos da ADP para América Latina.

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Ao contrário do que se pode imaginar, as diferenças de gerações não influenciam no engajamento. Os Millennials e os Baby Boomers apresentam quase o mesmo comprometimento no trabalho: 16% e 18%, respectivamente. O gênero também não traz grandes diferenças, pois, apesar de o mercado ter mais homens em altos cargos, as mulheres são levemente mais engajadas, com 17% delas versus 15% deles.

Motivos do engajamento

A Pesquisa Global de Engajamento mostrou que um funcionário que se sente parte de um time tem 2,3 vezes mais chance de se sentir totalmente comprometido. No Brasil, 15% dos funcionários que pertencem a uma equipe se sentem totalmente engajados, enquanto que apenas 5% dos colaboradores que não pertencem se sentem motivados.

A tendência de flexibilidade nas empresas também influencia positivamente o engajamento. A pesquisa mostrou que 29% dos trabalhadores virtuais que fazem parte de um time são totalmente engajados, contra 18% dos que trabalham em escritório.

"Este dado é muito relevante, pois comprova que a proximidade física não é requisito para criar uma sensação de trabalho em conjunto. Além disso, ambientes mais flexíveis são valorizados pelos profissionais ao escolher onde trabalhar", comenta Mariane.

Acreditar na liderança

A confiança nos líderes foi apontada como item exemplar para mostrar o nível de engajamento, já que um funcionário que confia na liderança tem 12 vezes mais chance de se sentir comprometido do que os que não confiam. Cerca de metade (45%) dos profissionais que concordam com o líder é totalmente engajada, contra apenas 6% dos que não concordam.

"Essa relação de confiança foi expressada de duas formas na pesquisa: quando o funcionário entende claramente o que é esperado dele e se ele tem a chance de usar suas habilidades profissionais no dia a dia. Ou seja, quando um gestor deixa claro suas expectativas e reconhece os esforços da equipe, o grupo todo fica mais forte, confiante e estável", explica Mariane.

Outros dois fatores determinantes para o engajamento foram o nível educacional e o cargo dos profissionais. Quanto mais adiantado na educação, maior o envolvimento com as organizações. Quase um quinto dos ouvidos (19%) com formação universitária estavam totalmente engajados se comparado aos 12% sem nível superior. Já sobre a posição que ocupavam, cerca de um quarto (24%) dos C-level e VP-levels estavam mais comprometidos, se comparado com os 14% de primeiro e médio níveis, e os 8% de colaboradores individuais.

Confira aqui a pesquisa na íntegra.

Foto: Divulgação ADP

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