Maior contrato de compra e venda de energia na modalidade varejista

Parceria entre Banco do Brasil e EDP envolve R$ 86 milhões negociados no Mercado Livre entre 2019 e 2023

O Banco do Brasil e a EDP, empresa que atua em todos os segmentos do setor elétrico no País, assinaram nesta quarta-feira (20 de junho) o maior contrato de comercialização de energia do País na modalidade varejista. Serão R$ 86 milhões negociados no Mercado Livre entre 2019 e 2023, o que corresponde a um fornecimento mensal de 10 megawatts-médios (MWmédios).

A parceria vai atender 24 unidades consumidoras da instituição, entre elas dois edifícios estratégicos em Brasília, centros de processamento e os maiores prédios corporativos do grupo em todas as regiões do país. Com a migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL), o Banco do Brasil poupará cerca de R$ 50 milhões em um período de cinco anos, o equivalente a mais de 30% de economia na conta de energia dessas unidades.

Dentre as vantagens oferecidas pelo modelo de comercialização varejista, estão a redução da burocracia e dos gastos necessários para o acesso ao Mercado Livre, flexibilidade em caso de variação de consumo, livre negociação de preços e condições, não aplicação de custo adicional com bandeiras tarifárias, além de previsibilidade na conta de luz.

A energia adquirida será do tipo incentivada, originária de pequenos geradores de fontes renováveis, como eólica, solar e PCHs. De acordo com o presidente da EDP, Miguel Setas, "este contrato marca uma nova fase do setor elétrico nacional, com a consolidação da comercialização varejista, unindo uma das maiores instituições bancárias e uma das empresas líderes no setor elétrico em um projeto sustentável que, além de reduzir custos, reforça a eficiência operacional do nosso Cliente".

Para Paulo Caffarelli, presidente do Banco do Brasil, a entrada no Mercado Livre de Energia é um marco na história do BB, pois, ao mesmo tempo em que o Banco faz a gestão criteriosa de suas despesas administrativas, opta por consumir energia de fontes renováveis. "Com esse acordo, alinhamos dois atributos fundamentais para a nossa empresa: a busca constante pela melhoria operacional e a adoção de práticas cada vez mais sustentáveis na realização e apoio aos nossos negócios".

Em todo o Brasil, a instituição financeira gasta R$ 450 milhões por ano com energia elétrica. No total, o Banco do Brasil tem 5 mil agências bancárias e o custo com energia representa a sétima maior despesa da instituição.

A EDP foi uma das pioneiras em obter a habilitação para atuar como comercializadora varejista. Nessa modalidade, assume os riscos e se torna responsável pela gestão do processo de contratação de energia e operação de seus representados no Mercado Livre, incluindo a migração e todos os procedimentos relacionados à tramitação perante a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Foto destaque: Sede do Banco do Brasil em Brasília / Edu Vergara

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